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Uma Etnografia do Virtual

Sociabilidade Virtual

A tradição da Cibernética fundamentou um relativo ``fatalismo'' em torno da questão da sociabilidade. A idéia de um futuro artificial fundado no eletrônico e no robótico colocava em questão a própria idéia de humanidade, de naturalidade.

As máquinas do final do século XX tornaram completamente ambígua a diferença entre o natural e o artificial, entre a mente e o corpo, entre aquilo que se autocria e aquilo que é externamente criado, podendo-se dizer o mesmo de muitas outras distinções que se costumavam aplicar aos organismos e às máquinas. Nossas máquinas são perturbadoramente vivas e nós mesmos assustadoramente inertes [Haraway 2000, p. 46].

Neste trecho se exprime o pavor que se criou no início da década de 90 sobre a possibilidade de termos um futuro onde não mais poderíamos distinguir o natural do artificial. O problema - no que diz respeito a essa pesquisa - se iniciou quando foram escolhidos os termos da Cibernética para representar os novos conceitos criados pela Internet. Apesar de ganharem efetivamente novos sentidos, o fatalismo da cibernética propagou-se para esse novo campo. Apesar de a Cibernética tratar de outro tema, o imaginário em torno dos seus termos se reproduz.

(...) podemos, por exemplo, entender que o consenso social acerca do que é correio eletrônico (e-mail) está dentro dos limites de significações de "eletrônico" e "correio" (electronic e mail), sobre os quais já havia um consenso social. O mesmo ocorre com ciberespaço (cybernetics space) ou ciborgue (cybernetics organism). São exemplos onde os termos que sintetizam o discurso técnico-científico ("e" de electronic ou "cyber" de cybernetics) adquirem novas conotações e engendram significados inéditos na sua conjunção com antigos significantes (mail, space, organism), projetando o sistema antigo de interpretação da realidade sob novas formas, dentro das dadas possibilidades históricas e culturais de significação. O que comumente tem se chamado de "cibercultura" é uma resposta positiva da cultura na criação de uma "nova ordem do real" frente aos novos contextos práticos que desafiam as categorias tradicionais de interpretação da realidade.

Os robôs e computadores são antigos personagens do nosso imaginário e, de certa forma, mais antigos que a própria cibernética. Mas há entre o homem de lata mecanizado e o corpo humano, ou entre uma máquina de calcular programável à válvula e a mente humana, descontinuidades gigantescas, de tal forma que eles dificilmente passam de representações caricaturadas do homem, chegando, em muitos casos, a reafirmar a oposição das categorias que separam o humano da máquina [Kim 2004].

Essa ressignificação não eliminou os traços anteriores do termo, e não eliminou o imaginário que existia ao redor desse tema, levando muitos a fazerem a relação entre a Internet e o mundo artificial de Blade Runner30. Tenho neste trabalho uma compreensão mais clara de considerar a internet um meio de comunicação acima de qualquer coisa, um meio com ferramentais novos, permitindo a criação de espaços virtuais (no sentido de [Levy 1999]), abrindo novos horizontes para pensarmos a sociabilidade na rede.

Sigo o caminho de outras pesquisas, ao entender que a virtualidade não necessariamente artificializa as relações de sociabilidade. Quero trazer aqui algumas dessas pesquisas:

Percebe-se que uma ciberantropologia, da forma como está esboçada aqui, apoia-se emintentemente na interpretação dos fenômenos comunicativos que se lhe apresentam enquanto dado. A complexidade e interrelacionamento dos fatores envolvidos são muito grandes para permitir uma explicação em termos de origens ou para uma busca do meio no qual se origina a estrutura básica da performance comunicativa ciberespacial. O que o trabalho de campo pode proporcionar (e, efetivamente, o faz) são evidências da existência de uma estrutura comunicacional que subjaz às diferenças ocasionadas pela especificidade de cada meio. É evidente que estas estruturas também sofrem influência e interagem com as estruturas utilizadas na vida "off-line" de grupos urbanos, o que torna o tema ainda mais complexo e, por consequência, fascinante [Guimaraes 1998].

Da mesma forma que nos aglomerados urbanos contemporâneos, onde o uso de um mesmo aparato urbanístico não determina necessariamente o pertencimento a uma província de significado, também no Ciberespaço as relações sociais que determinam um determinado grupo não são necessariamente efetivadas dentro de um mesmo contexto. A dinâmica social no Ciberespaço cria espaços simbólicos de sociabilidade que transcendem o que é proporcionado pelas plataformas. O social se mescla com o técnico de tal forma que orientar o recorte do objeto de estudo apenas pelo que o técnico apresenta seria ineficiente [Guimaraes 1999].

Ao constituir um espaço de sociabilidade, o cyberspace gera formas de relações sociais com códigos e estruturas próprias não necessariamente inéditos mas, uma adaptação de formas conhecidas de sociabilidade às condições de tempo e espaço virtuais. A análise de mensagens circulantes em listas eletrônicas de discussão acadêmicas, buscou verificar de que forma se dá a interação entre seus usuários e como estes estão tecendo identidades e consolidando comunidades através das possibilidades de comunicação, expressão cultural e de sociabilidade engendradas na Internet. A forma pela qual os usuários percebem o espaço, participam da interação e se apropriam da lista evidenciam a existência de uma cibercultura que possibilita a interação entre os usuários neste espaço e inaugura uma nova relação com a tecnologia [Máximo 2000].

Pesquisando a sociabilidade mediada por computador e realizada via Internet, a partir de chat de comunicação, percebi uma série de questões. A principal delas talvez seja o estreitamento das dimensões on e off-line, que marca a vivência dos internautas. O chat adquire o status de lugar, como se fosse um entre tantos outros pontos de encontro da cidade. A vivência do indivíduo no ciberespaço é tão dramática, emotiva e complexa quanto a interação face a face. Além disso, a própria interação face a face é desejada pelos internautas. Em todo o momento ficou clara uma propensão que eles têm de interagirem, a partir do encontro virtual em chat, face a face em um segundo momento. E essa não é uma questão que deva ser naturalizada e deixada de lado. Se existe na representação simbólica dos internautas uma aproximação entre modos on e off-line de vivência, e uma busca, via Internet, do encontro pessoal (compartilhando territórios da cidade), então alguma coisa ocorre diferentemente do até então pregado por alguns pesquisadores do tema. [Dornelles 2004]

Acredito que estamos aprendendo que a virtualidade não modifica a natureza das relações sociais, apenas cria novos meios (no sentido de mediação) para que essas relações aconteçam. A princípio o encontro físico era necessário, o telefone possibilitou o contato de um para um à distância, o rádio e a televisão de um para muitos, mas o que a Internet trouxe de forma concreta foi a possibilidade da comunicação efetiva de muitos para muitos.

O que era assustador para aqueles que pensavam a socialização baseada no virtual era a questão de que se poderia ``fingir'' ser quem se gostaria ser, que seria possível estabelecer relações onde não mais se reconheceria o humano. Foi neste sentido que acibernética fez a conexão entre homem e máquina.

No entanto, no mundo virtual (que não é desconectado do nosso tempo-espaço), afirmações de identidade ocorrem da mesma forma, seja na delimitação de grupos virtuais ligados a grupos regionais (como no caso da pesquisa citada acima), seja por outros elementos identificadores, como por exemplo o gênero31, área de atuação profissional ou simplesmente a partir da constância em um mesmo espaço virtual.

[Levy 1999] já explica que o virtual não deve ser entendido como oposto ao real. Virtual se opõe a atual, ou seja, é algo que não está no mesmo tempo-espaço em que nós vivemos. Por exemplo, o espaço virtual permite que eu, ao mesmo tempo em que estou fisicamente em Fortaleza, possa me comunicar e interagir, por meio do computador e outros equipamentos midiáticos com pessoas que estejam nos outros 5 continentes, no que se caracteriza como uma reunião virtual. Embora não possamos dizer que exista um encontro face-a-face no sentido estrito, [Goffman 1974], terei a oportunidade de mostrar que ainda assim é possível ``perder a face'' (seccão 4.1).

Espaços virtuais, assim como os espaços não virtuais, podem ser territorializados e ritualizados. Na Debian, por exemplo, existem espaços como a debian-private e a debian-devel-announce. A debian-private só é frequentada por membros oficiais da comunidade. A debian-devel-announce é um espaço extremamente ritualizado, onde apenas informações realmente relevantes para o conjunto devem circular e ainda, para que uma mensagem nessa lista seja submetida, o desenvolvedor precisa enviar com a sua assinatura digital na mensagem, o que atesta definitivamente que foi ele quem submeteu. Todos os membros da comunidade irão ler as mensagens dessa lista, dessa forma, a mensagem em geral é revisada por pelo menos mais duas pessoas antes de ser enviada.

Também preciso destacar um fato relevante: a vida profissional de muitas das pessoas envolvidas nessa comunidade se consolida a partir da sua participação nas comunidades virtuais, a sua vida pública se define em grande parte através da Internet. Há um interesse, por parte de muitas pessoas em ter a sua identidade atual ligada à sua identidade virtual. Isso envolve a divulgação pública do verdadeiro nome da pessoa, por exemplo. No caso da Debian, em particular, isso tem uma carga ainda maior. Exige-se um processo rigoroso de validação entre a ``identidade virtual'' e a ``identidade atual''32 tornando imprescindível o encontro face-a-face.

Expressão Individual no Virtual

Se [Geertz 2001] já nos lembra a importância de sabermos diferenciar uma ``piscadela marota'', é por que reconhecidamente damos uma importância considerável ao corpo, à linguagem do corpo, ao uso do corpo como afirmação de identidade33 e de expressão de significados. Então como pensar em etnografia se as pessoas não podem mais utilizar o próprio corpo na sua comunicação cotidina, se na maioria das vezes eles não se conhecem pessoalmente?

Uma vez que no mundo virtual o corpo não pode mais ser utilizado como meio de comunicação, outras formas são encontradas para trazer riqueza de sentido às falas. E mesmo que se pudesse utilizá-lo, hoje já se estabeleceu uma forma complexa de comunicação que não seria possível de se representar com voz ou mesmo com vídeo. A simplicidade do texto permitiu que a habilidade de utilizar as listas de discussão se desenvolvesse com características que não seriam possíveis na interação face-a-face.

Poder participar de uma discussão com muitas pessoas permitindo que os seus horários sejam escolhidos individualmente ou transformar a discussão em um rizoma onde outros temas são trazidos, sem que isso atrapalhe a discussão principal são coisas que o encontro face-a-face não permitiria. É claro que compartilhar desses meios de comunicação exige o desenvolvimento de habilidades específicas, a compreensão de um jargão linguístico específico (que vai muito além dos smileys34), na tentativa de expressar melhor o que se quer dizer, no tom que se quis dizer.

Alguns exemplos:

*sigh*
Suspiro. Normalmente utilizado no sentido de surpresa com a falta de compreensão de uma pessoa em relação a um tema

</sarcasm>
Referência à tecnologia XML. Utilizado para dizer que o último trecho era um sarcasmo, mas reconhecendo que era sarcasmo, e por isso passando a ser humor. Esse formato aparece para outras expressões também.

isto^ Waquilo ou isto^ H^ H^ H^ Haquilo
Referências técnicas. A sequência de caracteres ``^ W'' significa, por razões históricas, apagar a última palavra e a sequência ``^ H'' significa apagar a última letra. Muito util para fazer piada com eufemismos. Por exemplo: ``ele é um muito^ W^ Wpouco agressivo'', poderia ser lido como ``ele é um pouco (um pouco não, é muito) agressivo''.

ironia
A ironia às vezes è levada ao extremo para garantir que todos percebam que é uma ironia, uma vez que ter que corrigir uma ironia mal compreendida seria constrangedor.

sarcasmo
O sarcasmo pode também ser exagerado para garantir que a acidez que um olhar poderia transmitir numa comunicação face-a-face seja transmitido em palavras.

Além disso, um conjunto de siglas:

IMHO
In My Humble Opinion - Na minha humilde opinião
IMPOV
In My Point of View - No meu ponto de vista
OTOH
On The Other Hand - Por outro lado
IANAL
I Am Not A Lawyer - Eu não sou um advogado
STFU
Shut The Fuck Up - Cala a Porra dessa Boca
RTFM
Read The Fucking Manual - Leia a Porra do Manual
WTFM
Write The Fucking Manual - Escreva a Porra do Manual
TINC
There Is No Cabal - Não existe um Cabal35
PITA
Pain In The Arse - Pé no saco

Faz parte sese jargão também o próprio formato da mensagem que é escrita. Uma resposta de uma linha contendo um sarcasmo seguido de </sarcasm> é simplesmente uma piada. Já uma mensagem longa, com vários parágrafos normalmente indica que a pessoa está ``comprando a briga'' e vai seguir decididamente na discussão.

O próprio ferramental disponível para dar suporte a essa comunicação demonstra que desenvolveu-se um conjunto de habilidades e técnicas que dificilmente poderiam ser representadas na comunicação face-a-face. A maneira como uma discussão é visualizada, por exemplo, permite àquele que acompanha a discussão seguir para qualquer ponto, a qualquer momento (veja figura 1).

Figure 1: Forma de visualização de uma discussão
[width=150mm]VisualizacaoThread.eps

Além de poder visualizar a discussão como um todo, identificando quem está participando do debate, se existe uma pessoa polarizando a discussão, se é uma discussão que envolve apenas duas pessoas, quanto tempo passa entre cada mensagem dentre outras coisas, em cada mensagem dessa discussão, o leitor pode encontrar as referências de toda a discussão abordada por ela dentro dela mesma, organizada como um diálogo (veja a figura 2).

Figure 2: Formato das citações de mensagens anteriores às quais se está respondendo
[width=150mm]VisualizacaoMensagem.eps

A Etnografia

O que está colocado até aqui nos mostra que o mundo virtual é tão complexo quanto o mundo ``atual'', por que ele é tão real quanto, com pessoas tão humanas quanto. Se não podemos ver uma ``piscadela'', podemos perceber outras formas de expressão com nuances de outras naturezas.

Numa etnografia do virtual fazem-se cumprir todas as exigências colocadas a qualquer outra etnografia. A observação participante ainda é o método, por excelência, para compreender um grupo social específico. Ainda é necessário dominar a linguagem do grupo (no sentido dos detalhes que abordei anteriormente). No caso dessa pesquisa, poderia até dizer que não houve apenas uma observação participante, mas também uma participação observante, uma vez que participava da comunidade antes de ser pesquisador, antes de converter o meu olhar para as questões que me chamavam atenção. O que pude aprender nessa transição de sujeito pesquisável para pesquisador sujeito da minha própria pesquisa foi o fato de que apenas a partir da conversão do olhar é que eu pude efetivamente ``observar'' (no sentido antropológico do termo), e que não adiantou apelar à minha memória anterior a esta conversão, pois ela, seletivamente, já entendeu as coisas com o olhar que eu tinha.

É importante também salientar que foi fundamentalmente importante para o bom desenvolvimento dessa pesquisa o fato de eu ser participante antes de ser observador. Provavelmente não poderia ter chegado às questões que levanto se não tivesse a mobilidade dentro desse ``campo'', de forma que as habilidades nesse meio de comunicação não fossem um impecílio e que eu pudesse observar efetivamente as questões relevantes a essa pesquisa.

O período de observação dessa pesquisa durou algo em torno de dois anos, período no qual comecei a me perguntar sobre os mecanismos de gestão da Debian, e posso afirmar que sem esse período de observação participante não poderia ter chegado a essa compreensão que se confunde entre compreensão de partipante e compreensão de observador. Mas, ao contrário de [Malinowski 1922], e talvez muito mais próximo de [Geertz 2001], compreendo que isso é uma interpretação da forma como os participantes (no caso, envolvendo a mim mesmo) interpretam a comunidade.

No fim das contas, para participantes experientes da Debian, o resultado dessa pesquisa provavelmente parecerá óbvio, no caso de eu ter sido um pesquisador bem sucedido. É possível que eu levante algum questionamento para o qual os participantes não tenham resposta, e não tentarei respondê-los (senão já estaria na parte das obviedades). Mas se essas pessoas não se identificarem naquilo que eu disser, provavelmente eu terei cometido algum erro.

Instrumentalização

Se para um pesquisador interessado em um fenômeno desenhar o recorte temático já é doloroso (no sentido de querer dar conta de mais coisas), imagine o recorte que o pesquisador é obrigado a fazer na instrumentalização da etnografia, ou seja, na escrita. A realidade é complexa demais para caber em um texto, o recorte feito da realidade durante a observação continua sendo complexo demais para caber em um texto. Somos obrigados à aguçar a imaginação do leitor para que ele tenha uma idéia daquilo que eu presenciei. [Geertz 2002] destaca a questão do formato do texto etnográfico, da tentativa de fazer o leitor se sentir lá.

O curioso é que no caso específico dessa pesquisa, o ``estar lá'' tem um significado consideravelmente diferente. Não existe um lugar onde eu possa armar a minha barraca para conviver com os ``nativos'', não poderia ter a mesma sensação que [Malinowski 1922] teve ao chegar no ``campo''. Para essa pesquisa, então, o ``trabalho de campo'' acontecia de madrugada quando eu, sozinho e ao mesmo tempo em contato com centenas de pessoas, do quarto da minha casa participava da sociabilidade dessa ``comunidade''.

Talvez, por isso, ao escrever, eu não seja tão efetivo em fazer o leitor se ``sentir lá'', a não ser que me refira ao escritório de minha casa. Não por que esse lugar não exista, mas porque essa compreensão nova de espaço, que não está ligada ao espaço físico e cuja representação não tenta reproduzir o espaço físico, está distante daquilo que muitos possíveis leitores estão habituados.

Entendo que o texto antropológico, nesse caso, sendo o resultado de uma pesquisa de mais de dois anos, não poderia ser, simplesmente um relato das observações, não poderia ser uma descrição. O texto antropológico, para mim, deve levar o leitor a perceber as questões que realmente julguei relevantes ao longo da observação. Nesse sentido ele não assume o papel de ``documentar o outro'', mas sim de nos mostrar o que o ato de pensar sobre o outro pode revelar sobre nós mesmos.

Tentarei levantar questões mais gerais sobre a Debian, buscando nos discursos o que se diz sobre a gestão, posteriormente utilizarei uma forma de ilustrar aspectos que julguei mais relevantes às questões que coloco e que foram percebidas ao longo desse período de observação. Busco em um evento a afirmação de um conjunto de significados dessa comunidade, em um conflito uma forma de afirmação dos mecanismos de controle de forma que o leitor encontre densamente as características que tentarei abordar.

A análise desse evento é feita propositadamente sobre um material muito particular e individual. As generalizacões que eu faco nesse texto não seriam aceitas, mas se o faço é por que o caso relatado em si é apenas a forma de instrumentalizar os elementos que encontrei ao longo de todo o trabalho de campo.

Daniel Ruoso 2006-07-24